Economia e Gestão 4.0 |
Sacha Matias (Criador Dr. Performance<br>e Método Dr Performance 15 Minutos)

Sacha Matias (Criador Dr. Performance
e Método Dr Performance 15 Minutos)

Professor, formador, adoro ajudar as pessoas a manterem-se saudáveis.
Entusiasta pela família, pessoas e desporto.

"Gostava de te ajudar a chegar a mais pessoas Sacha, como posso fazer?"
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Economia e Gestão 4.0

A versão do Século XXI

Economia e Gestão 4.0, por Sacha Matias
A Economia e Gestão têm evoluído muito nos últimos 30 anos. E este ano, de Coronavírus, verifica-se um acelerar de processos. E ao mesmo tempo uma resistência natural à mudança. Afinal, assim é o ser-humano.

A Economia e Gestão são Ciências e como tal dependem de dados, métricas e ajustes. Existe uma tendência em procurar novos sistemas, novos softwares, novas ferramentas, mas passa-se pouco tempo a pensar e mais tempo a reagir.

Economia e Gestão 4.0? O que é isso?

Bom, este é um artigo de opinião e analise sobre a economia e gestão em geral, as mudanças verificadas, algo que vou designar como a “Economia e Gestão 4.0”.

Poderia estar escrito num Jornal de Negócios, um Observador ou algum jornal especifico sobre o tema.

E a experiência que vai ser passada é de alguém que está no mercado de trabalho há mais de 20 anos, que passou desde um operacional em início de carreira, a cargos de chefia de equipas, cargos de direção intermédia e que agora tem o seu próprio negócio.

Negócio este que tem como missão ajudar os Empresários a acelerarem resultados da Empresa sem que tenham que aumentar custos (pelo contrário, têm em média um ROI deste investimento em 3 meses a 1 ano) ou dispensar pessoas por dificuldades em geração de ativo.

Agora sem mais demoras, que não é para falar de mim, mas sim dar o melhor de mim.

O objetivo deste artigo (e do blog todo em geral) é informar, educar e entreter. E pretendo-te entreter com este artigo sobre o salto evolutivo da Economia e Gestão que foi acelerada por um micro-agente de nome coronavírus: A Economia e Gestão 4.0. E como isto também está alterar as relações.

(Agora que ninguém nos ouve, as relações que falo são profissionais e pessoais – mas não quero dizer alto para parecer mais como num jornal de negócios).

Fala-se muito da pós-pandemia, mas a verdade é que nem sei se isso existe. Só há um evento semelhante a este em termos de causa-efeito designado pela grande depressão do início do século XX.

E penso que será isso que vai acontecer agora. Mas, tal como um economista, estou apenas a analisar o que está a acontecer e a prever o que poderá acontecer.

Desde a criação e inovação da tecnologia que a forma de trabalhar estava a mudar. Só que não estava a mudar à mesma velocidade da evolução tecnológica.

Isto porque quem comanda processos, sistemas, quem lidera, quem trabalha e quem se relaciona não são robôs ou tecnologia e sim pessoas.

E o ser-humano tem uma dificuldade em aceitar a mudança. Porque a mudança traz duas coisas:

  • Crise: a fase em que tudo o que tem para correr mal corre mesmo mal, o que nos mergulha numa profunda “depressão”, crise existencial ou o que lhe quiseres chamar. E este ponto é fulcral, porque é deste ponto que se passa para o seguinte.
  • Progresso/sucesso: quando consegues o turn-over da “crise psicológica”, começas a progredir e a ter resultados muito acima da média. Não sou eu que estou a inventar, está descrito e a mítica “jornada do herói” criada por Joseph Campbell, retrata isso mesmo. É assim que são criados os grandes mitos.

Voltando a Economia e Gestão 4.0. Até ao início da Pandemia do Coronavírus nos, apesar de toda a tecnologia, continuávamos a operar como se estivéssemos nos anos 90 ou nos inícios dos anos 2000.

O que quero dizer com isto?

Acharmos que temos que fazer tudo de forma presencial, que temos que nos deslocar para fazer compras, reuniões ou mesmo assistir a uma formação/palestra.

Mas será que a tecnologia não permite também isso? As ferramentas já existiam, apenas havia uma resistência a utilizá-las.

Nunca falei tanto como a minha família como hoje, nunca fiz tantas reuniões (e eficazes) em tão pouco tempo – inclusive, se usares o Zoom em modo gratuito, tens 45´para resolver o que tens que resolver (serve como um bom marcador de produtividade).

Podes fazer todas as tuas compras online – enquanto fazes o almoço, podes fazer uma festa com os teus amigos – mesmo que longe, podes ver pessoas que não vias há muito tempo porque não tinhas tempo para te deslocar.

“Isto é tudo muito bonito Sacha, mas e o contacto? O carinho? O que nos faz ser “humanos”?”

Tens razão, mas acredita que vais dar mais valor a cada momento. Porque se calhar antes não tinhas esse mesmo contacto, carinho e outras coisas que nos fazem ser “humanos” e, mesmo assim, não deixaste de ser.

Porque já trabalhavas 8 a 10h/dia, saias de casa cedo e chegavas tarde, passavas horas entre transportes e deslocações e, se fores mais objetivo, vais ver que tenho razão. Agora com uma diferença: Foste obrigado a ficar e a trabalhar em casa.

Antes de falar dos pontos principais, quero-te falar das vantagens e desvantagens desta Economia e Gestão 4.0.

Vantagens:

  • Crias uma capacidade de paciência, resistência e resiliência que não sabias que tinhas.
  • Menos perca de tempo entre deslocações de um lado para outro.
  • Quando te organizas, consegues ser mais produtivo em menos tempo.
  • Consegues delinear um dia inteiro de tarefas com mais pausas.
  • Não precisas esperar por pessoas para reunir, basta ter Internet e uma ferramenta de comunicação.
  • Podes falar com pessoas que não falavas há anos, criar novas conexões e aprender/adquirir novas competências.

Desvantagens:

  • Se não criares um espaço de trabalho em casa, distrais-te facilmente (afinal somos humanos).
  • Se tens filhos em casa em tele-escola como eu tenho (com 11 e 8 anos) tens que ter paciência, e por vezes pode parecer que não há paciência que aguente.
  • Podes sentir-te sozinho muitas vezes.
  • Teres a sensação que não tens as condições ideais para trabalhar, estudar ou mesmo ser produtivo (porque não estás confinado a um local de trabalho).
  • Podes sentir que não vais fazer mais vendas, mais contactos ou mesmo mais prestação de serviços porque achas que não vão confiar em ti porque não estás presente à pessoa.

E isto não passa apenas de crenças tuas – o ser humano é profícuo a criar crenças e verdades que muitas vezes não se comprovam – também confirmado pelos entendidos das Programação Neuro-linguística.

Obviamente que não estou a incluir aqui serviços que são prestados diretamente à pessoa, como serviços de saúde prestados em fase aguda de uma doença (ou agudização de uma doença crónica) – e mesmo assim, os hospitais, principalmente os privados (com o Hospital da Luz mais avançado) estão em teleconsulta – “ah, as maravilhas da tecnologia”.

Mas vou ser mais objetivo e vou expressar a minha opinião do que está realmente a acontecer e que o Coronavírus apenas veio a confirmar (ou se preferires acelerar) – inclusive, estou a arriscar fazer futurismo, mas mesmo assim vou correr este risco (vou antecipar sumariamente 5):

Os nossos serviços de Saúde afinal são fundamentais e necessários

Este até parece bastante óbvio, mas na verdade não é.

E, após muitos anos de luta em ter um Serviço Nacional de Saúde universal, onde houve sempre quem se opusesse (principalmente instâncias privadas, e até compreendo), o que a pandemia confirmou é que, sem ele, muitas vidas se teriam perdido.

Felizmente, o que esta pandemia veio demonstrar é que, apesar dos baixos orçamentos, apesar dos desperdícios e dos lobbies internos nos serviços de saúde – não vou aprofundar este, mas vivi-os na primeira pessoa – da escassez ou da má distribuição de profissionais afinal não estamos assim tão mal.

E o Serviço Nacional de Saúde está mais vivo que nunca mesmo que muito “doente” pelas razões que enumerei em cima.

Para além disso resignificou-se prioridades em admirar pessoas: deixaram de ser heróis os futebolistas, actores, entre outros para passarem a ser os profissionais de saúde – infelizmente necessário uma pandemia para provar isso. E que tenha vindo para ficar.

Saúde e Teleconsulta

Esta já me parece mais óbvia que a anterior.

Um hospital ou centro de saúde funciona quase como um “centro comercial” – basta ir às horas das visitas ou horas de ponta de uma urgência para compreender o conceito -, um “ajuntamento” de pessoas que, na sua maioria, não teriam que estar ali e poderiam resolver o seu problema em casa e reduzir cadeias de transmissão de doenças e focos de infecção.

Como já tinha referido em cima, muitos hospitais portugueses adoptaram a tele-consulta – algo que o SNS24 fazia através de uma chamada ou a Fidelidade implementou há uns anos para os seus clientes terem consultas com os seus médicos através da app – e veio para ficar.

Inclusive passo este trecho uma parte de um artigo que fala disto mesmo (podes ver o artigo completo aqui):

“No domínio da saúde há empresas focadas em consultas remotas que estão a ter “um aumento exponencial de pedidos”, diz-nos Ed Sykes, responsável da startup de saúde Babylon Health. A empresa trabalha há já algum tempo com serviços nacionais de saúde de Reino Unido, Canadá e Ruanda fornecendo “um ecossistema de saúde” de consultas por videoconferência (antes um chatbot de inteligência artificial faz a triagem e deixa dicas), fornecimento de medicamentos e de testes de sangue em casa. Tudo através de uma app, “o que ajuda a evitar espalhar a doença entre pacientes (e no pessoal médico) num centro hospitalar”.”

João Tomé

Os Novos-velhos paradigmas de trabalho

O dever de recolhimento geral, a distância social e a quarentena para os milhões de trabalhadores que conseguiram manter a sua actividade produtiva nesta crise significaram a descoberta de novas dinâmicas laborais, teletrabalho, ferramentas de videoconferência, entre outras.

E na verdade, é um novo-velho paradigma, porque nada disto é novidade.

Por outras palavras, não há novidade nas ferramentas, que já existem há muitos anos, mas sim na obrigatoriedade funcional de as usarmos. Isto implicou a (re)descoberta da possibilidade de trabalho à distância e, mesmo num contexto de grande stress induzido por toda esta realidade, a possibilidade de compatibilização com outros tempos para o eu e para a família – o que por vezes também se torna um desafio gigante.

É quase impossível que isto não se traduza em “novos normais” para muitas empresas.

Os impactos serão múltiplos: menos tempo gasto em transporte, menos intensidade nas horas de ponta, novas tipologias de escritórios (com menos necessidade de espaço), novas perspectivas colaborativas propiciadas pelas tecnologias de informação, mas também menos organização colectiva dos trabalhadores, maior individualização, maior fluidez entre tempos de trabalhos e tempos de descanso, mais dificuldades para os sindicatos (porque não podem entrar pela porta de casa das pessoas para verem condições laborais).

Simultaneamente, a crise está a criar uma nova legião de desempregados e, no seu rescaldo, temos de acudir simultaneamente ao desemprego e ao precariado – mas nem todos estão a ser considerados nas estatísticas pelo que vou referir no ponto seguinte a este.

Para além destes, nunca podemos também esquecer aqueles trabalhadores dos serviços essenciais que agora nos parecem tão incontornáveis (o padeiro, o lixeiro, o caixa de supermercado…) e os outros, tradicionalmente invisíveis, dos sectores mais intensivos da Produção.

Porventura estão a passar à margem desta crise nas suas rotinas adquiridas, mas não deixam de fazer parte da economia dos baixos salários para quem o teletrabalho e os novos paradigmas laborais parecem tão distantes como Plutão.

Aqui nada de novo, portanto: a crise é simétrica, mas os seus efeitos, como em todas as crises, são assimétricos.

O conceito “criar negócio a partir de casa” veio para ficar

O que esta crise do Coronavírus veio demonstrar é que não há “empregos para a vida” ou negócios infalíveis. Apenas adaptáveis.

Só no mês de abril existem mais de 75 mil desempregados registados no centro de desemprego face ao mesmo mês em 2019 – fora os que ainda não se registaram (fonte: aqui).

E segundo este artigo do Expresso:

“Os números hoje divulgados pelo IEFP são um primeiro indicador do impacto da pandemia covid-19 nas empresas e no emprego em portugal, mas não traduzem a real dimensão do desemprego”.

In Expresso. Artigo: “Covid-19. Desemprego registado aumenta 9% face a fevereiro. Há mais de 343 mil desempregados”.

Por outro lado, a procura por “criar negócios a partir de casa” ou “trabalhar a partir de casa” teve um crescimento de procura em mais de 180% segundo os registos do Google Trends.

O que está a acontecer é uma procura mais acentuada por um plano B – que se adequa as mudanças existentes – e que se pode tornar num plano A (que antes era um emprego, p.e.).

Ou seja, mostra uma nova abertura, por um lado de criar algo como fonte de rendimento como permitir ainda contribuir de alguma forma com o ressurgir e renascer da economia.

E ainda aumentar competências pessoais e profissionais, porque ter um negócio é muito mais que um emprego: É dominar competências técnicas de estratégia e execução.

Neste artigo: 
Ter um Negócio? Porquê?
falo sobre isso mesmo.

E no site Business for Home podes encontrar empresas que possibilitam criar o próprio negócio como “franchisado” com baixo investimento ou afiliado.

“Tecnologizar” o que já era feito

Por outras palavras a este título é recriar e inovar o que já era feito. Na verdade já está tudo inventado, apenas é inovado.

A crise obrigou a um enorme salto na literacia digital para empresas e para o dia-a-dia de todos nós, mas é expectável que estas mudanças tenham vindo para ficar e envolvam outras realidades.

Esta pandemia está a provocar um incremento do e-commerce e e-business (como acompanhamentos individuais de consultores empresariais aos empresários e gestores), da logística de entregas porta a porta (a Uber foi a que mais aproveitou), dos pagamentos contacteless e da impressão/produção 3D (o exemplo das máscaras de proteção).

É expectável que o pós-crise– o que raio isso significa – traga mais algumas mudanças: veículos cada vez mais autónomos, dispositivos de monitorização de saúde e sinais vitais em roupas ou em gadgets – algo que era quase exclusivo em atletas, robotização (também nos hospitais), dispositivos de resposta por voz nas infra-estruturas e serviços do dia-a-dia, entregas de bens por drones, criptomoeda (como a evolução dos e-credits) e blockchain, etc.

O que é que já sabemos? (isto num modo de uma possível conclusão)

Como te disse no início é um artigo de opinião com base na analise do que tenho lido e “visto com os meus olhos”. E algumas das considerações são por tendência futuristas e de “achismos”.

Mas vamos a números reais:

Em Portugal, segundo estimativas do ministro das Finanças, podemos antecipar perdas no PIB anual de 6,5% por cada 30 dias úteis de contenção na actividade económica semelhantes aos das últimas semanas.

É assim em todo o mundo.

E no final da segunda semana de Abril de 2020, 4,5 mil milhões de pessoas estavam a cumprir medidas de confinamento em alguma parte do mundo: quase 58% da população mundial actual. Serviços congelados, produção industrial parada, cadeias de abastecimento interrompidas, trabalhadores em casa.

Perante um choque desta natureza, para o qual as nossas escalas tradicionais parecem anquilosadas e doentes, já existem algumas certezas:

  • Ele vai provocar mudanças profundas, ainda se desconhecem muitas delas e estão longe de se restringirem à economia, envolvendo mutações sociais, culturais e comportamentais nos nossos modos de vida.
  • E se ninguém tem uma bola de cristal para antecipar as mudanças, há tendências que se desenham no horizonte.

Esta é a versão da Economia e Gestão 4.0: uma nova forma de estar e viver do ser-humano.

Mas será que este método de trabalhar, de relacionar e de criar novas conexões veio para ficar? Não sei, não há ainda métricas suficientes para sustentar isto, mas uma coisa eu sei:

Nunca estivemos tão próximos mesmo com pouco tempo.

Os abraços ficam para alturas especiais. Acredita que vais dar mais valor a eles.

Deixa o teu comentário ou dúvidas no final deste artigo de opinião (e como é de opinião também acredito que tenhas uma).

Tem uma excelente semana,

Sacha Matias (Criador da Dr.Performance™, for Business).

PS1: Gentilmente escrito da mesa da minha cozinha enquanto ajudava o meu filho a fazer os seus trabalhos e assistia a aula de forma remota e ao vivo. Que maravilha.

PS2: Se gostaste, se te trouxe algo de novo, se te ajudou de alguma forma, carrega nos ícones de redes sociais que se encontram ou no início ou aqui por baixo para partilhares nas mesmas. Também me vais ajudar assim. 🙏🏼 🤗

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